LOGOMARCA FENEN ATUAL b

Nascido na cidade alagoana de Santana do Ipanema, no dia 22 de agosto de 1906, era filho de uma família de agricultores de algodão.

Até a idade de dez anos, viveu e estudou na propriedade da família em sua cidade natal, transferindo-se para Aracaju como objetivo de prosseguir os estudos no ginasial. Foi interno do Grêmio Escolar do Dr. Evangelino de Faro e para se manter, trabalhava no Ginásio Tobias Barreto.

Ingressou no ensino superior no recém-criado curso de Odontologia, constituído pelo então presidente do Estado, Graccho Cardoso, cuja duração correspondeu ao período do seu governo. Transferiu-se para a Faculdade de Odontologia da Bahia, mas foi obrigado a interromper o curso em razão das dificuldades para manter-se em Salvador.

De volta a Aracaju, exerceu funções diferenciadas na educação: foi auxiliar de direção do Ginásio Tobias Barreto e diretor do Grupo Escolar General Valadão, onde permaneceu por trinta e dois anos, implementando diferentes ações de suporte ao ensino, inovadoras para a época.Depois do casamento com Judite Rocha, sua conterrânea, ocorrido no ano de 1937, fundaram, no ano seguinte, na rua Itabaianinha, o Educandário Jackson de Figueiredo, transferido mais tarde para a praça Olímpio Campos, iniciando as atividades daquele que seria mais tarde o Ginásio Jakson de Figueiredo.

Modelo na educação privada, a Instituição de ensino de Benedito e Judite, oferecia regime de internato, semi-internato e externato, acolhendo alunos do interior de Sergipe e de outros estados, adotados como “filhos”, visto que o casal não os teve.

O Colégio possuía uma rígida disciplina apoiada nos pilares do civismo e do catolicismo, chegando a ter, em 1947, seiscentos e dezenove alunos no primário. Em 1949, o Jackson de Figueiredo passou a oferecer o curso ginasial, e, em 1964 registrou mil e cinquenta e duas matrículas no total.

Além dos próprios alunos, o Colégio ainda recebia, em regime de pensionato, estudantes do Colégio Atheneu e da Escola Técnica de Comércio.

Em 1981, o Colégio Jackson de Figueiredo, através do Decreto nª 5.013, de 29 de maio, passou para o patrimônio do Estado. Os diretores Benedito e Judite já não tinham condições físicas de continuar dirigindo os destinos da escola.

O professor Benedito, faleceu no dia 18 de maio de 1997, um domingo, poucos meses antes de completar noventa e um anos de idade.